A submissão é uma Ignomínia *

Noutro dia, um deputado do PS extremamente conhecido, Pedro Nuno Santos (diz que é de Aveiro), declarou publicamente que se estava a marimbar para as exigências dos credores internacionais e que nós, portugueses tínhamos «a bomba atómica que podemos usar na cara dos alemães e franceses – ou os senhores se põem finos ou nós não pagamos». E acrescentou: «As pernas dos banqueiros alemães até tremem».

Afinal, a montanha pariu um rato – também, mais um, menos um, não faz diferença na sarjeta: há lugar para todos.

Que não era bem assim, disse depois. Que eram comentários entre amigos, sabia lá ele que a Rádio Paivadense tinha os microfones ligados…

Vai daí, ou vem de lá, um ex-líder partidário do PSD, extremamente importante, Marques Mendes (diz que é de Azurém) indigna-se muito. E diz sic na SIC que parece impossível, e parafraseando o falecido professor Sousa Franco, que aquilo parecia «conversa de cavador ou de mineiro». E que não percebia como, passado 24 horas, o António José Seguro ainda não tinha reagido a tamanha ignomínia, nem beliscado a bochecha do deputado extremamente conhecido.

Normalmente para depreciar um argumento fala-se em «conversa de taxista», ou conversa de porteiras (que é mais ou menos assim como esta). Agora «conversa de mineiro» parece uma novidade. Ainda por cima, dotada de alguma injustiça, tendo em conta que os mineiros devem ter das profissões mais tormentosas do mundo (a par dos controladores de tráfego aéreo e dos vendedores de bolas na praia…). Se se pode classificar as conversas dos mineiros deviam-se usar expressões como profundas, quanto muito obscuras…

Se Marques Mendes quer ser original e chatear os mineiros, ao menos que não o faça em nome de senhores já falecidos.

A propósito já passaram «prái» 48 horas desde que foi proferida esta outra ignomínia e Passos Coelho ainda não disse nada, nesta perdição sem amor nenhum.

*Simão Botelho (o do Castelo Branco. Camilo, se fazem favor).

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